Avigdor Arikha

Avigdor Arikha (28/4/1929 – 29/4/2010) foi um artista franco-israelense nascido na Romenia.

Encontrei esse lindo  artigo da Economist publicado na ocasião de sua morte. 
Humildemente resumo sua biografia, à partir da leitura desse texto, a seguir:
Depois de ter passado pela trágica experiência da 2ª Guerra, do campo de concentração (aos treze anos viu o pai morrer e sobreviveu graças a seus desenhos da rotina da morte nesse lugar e foi deportado junto da irmã para Israel), lutar na guerra pela independência de Israel e se machucar, passou a pintar cenas abstratas e sombrias provavelmente conectadas ao drama que ele havia vivido.
Por oito anos a pintura modernista e abstrata se torna sua linguagem, afinal “quem poderia pintar maçãs depois de Cézanne?”
No entanto, em 1965, depois de se deparar com essa pintura de Caravaggio — a Ressurreição de Lásaro—, decide dar às costas à abstração e passa desenhar repetidamente e sempre da observação direta — naturezas mortas, cenas ordinárias da casa, sua mulher Anne Tatik e paisagens. Além dos desenhos, dedicou-se também (e somente) à gravura em metal. Depois de 8 anos entende estar pronto para fazer o mesmo em cores. Pinta à óleo, com pastel oleoso e aquarela. O limite passa a ser seu parceiro de obra: usa apenas quatro ou cinco cores (preferencialmente as do objeto central) e tem apenas o dia para terminar. Buscava trabalhar o menos de memória possível — a busca pelo olhar, por essa relação que se estabelece na observação. 

Aqui há um resumo biográfico (em inglês) que peguei do site do Israel Museum:

 

Avigdor Arikha, Israeli, born Romania, 1929-2010. Active in Israel and France,

Avigdor Arikha (Dlugach) was born in Bukovina, Romania and grew up in Czernowitz. He attended Hebrew and secular schools. During World War II, his family was deported to a concentration camp in Transnistria. Arikha drawings document life in the camp. In 1944, he immigrated to Palestine with Youth Aliyah, which sent him to Kibbutz Ma’aleh Hahamisha. In 1946, he studied at the New Bezalel School of Art. In 1947, he joined a convoy bringing supplies to besieged Jerusalem and was badly wounded. In 1949, he was awarded a Youth Aliyah scholarship to study art in France. In 1951-1953, he resided in Jerusalem. During this period, he painted abstracts in somber colors and illustrated the writings of Cervantes, Rilke and Hemingway.

In 1952, he settled in France. In the 1960s, he abandoned abstract painting and began to produce works based on direct observation of nature. In addition to portraits, many of his paintings depict his home surroundings. He also wrote scholarly articles about European art, especially Poussin and Ingre, and curated a number of exhibitions on the subject.

 

E também este blogue que contém uma boa amostra de suas imagens (na maioria, óleos). Sugiro que vocês pesquisem mais, a viagem vale a pena.

Aqui achei uma publicação com algumas obras. Aqui também.

Para nos inspirar nas Naturezas Mortas que faremos amanhã no curso de introdução a aquarela no SESC, Selecionei essas imagens das aquarelas de Arikha:

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O crédito das obras são os seguintes

Apple Half Peeled on a Black-Plate (1976), que encontrei aqui

Pomegranate and Quince (1978), dessa fonte

Two Oranges (1975) no mesmo wiki art

Lamb Chop (1975) que eu peguei aqui

Two Stones (1978) daqui.

[Não resisti, essa paisagem nos diz muito sobre reserva, sobre sombra. Então, mesmo que estejamos pensando em Naturezas Mortas, The Garden from the Window (Jerusalem) – 1985 tinha que estar aqui também o qual peguei daqui]

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Tem artista cuja produção nos faz ter vontade de trabalhar. Pra mim, Arikha é um deles. O conheci através de um grande amigo o Antonio Carlos Goper, cuja produção também me move muitíssimo. No entanto, foi por sugestão de Mauricio Parra hoje no café da manhã que lhes mostro essas obras. Enfim, a história da Arte é o presente. Aproveitem.